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Muito importante para mim foram, é claro, os músicos da cena alemã e berlinense como Guilherme Castro ( Baixista de muito bom gosto, preciso e suingueiro- aprendi muito de música com êle ), Tobias Langguth ( me ensinou a brincar com as sétimas!!! Grande guitarrista, carinho especial com a linha melódica ),
o filipino de Hong Kong
Lito Tabora ( Freak and great piano player! ), o pianista Jörg Behr ( grande conteúdo no seu piano, escutei muito “modern piano” com êle ),
Guilherme CastroTobias Langguth  
Frank Lüdecke ( Um grande sax! Bem pop e bem jazz... Arrasou no meu primeiro CD ),
Topo Gioia
( percussionista argentino bem “cozinheiro”, muito preciso e imaginativo. Tem sempre ótimas idéias para figuras de percussão )
e
Zito Ferreira, baterista angolano cheio de suíngue e um grande amigo.
Frank LüdeckeTopo GioiaZito Ferreira  
Tinha a turma do “Fulano”: Berrê, Abrão e Romário, com os quais eu ousava fazer baixaria de samba... ( era um grupo onde eu me sentia bem a vontade ),
o compositor de vanguarda Chico Mello, violonista e grande amigo,

O baterista americano
Michael Clifton ( com o qual eu aprendi muito de jazz. ( É o bateirista standard de jazz em Berlim ),
Chico MelloMichael Clifton
Walther Gauchel ( o Coltrane berlinense ), e o gaitista agora radicado nos EUA Hendrik Meurkens ( dispensa comentários ).
E claro, Dudu Tucci Dudu TucciUm percussionista fascinante. Ouçam o seu tocar de congas no tema Dugu Dadagu Dudu do CD Mazy Tales! ).
Tem o Eudinho Soares, guitarrista de muito bom gosto radicado em Berlim, o qual tocou baixo no Mazy Tales, a ótima cantora Anastácia Azevedo, que deu uma canja no Cumdengu Da do mesmo CD,
Darci Seixas, grande figura, trombone que já tocou na Black Rio e que hoje vive em New York e o ótimo percussionista, amigo e outro grande figuraço da noite berlinense, Edel Luis, o Doutor Samba, pra quem eu escrevi o The Doctor's Samba do CD Mazy Tales
Edel Luis, o doutor Samba
 
No meu segundo CD ( Lust, Comics & some other Dreams) tive prazer de ter também a participação de Till Brönner
( um trumpetista que sabe de tudo, sucesso internacional ),
Rolo Rodriguez, excelente baterista uruguaio, muito requisitado em Berlim, Earl Bostic, baixista americano que vive na mesma cidade e de Ronnie Stevenson, baterista que gravou muitos discos de Big Band nos anos 60.
Sempre foi um prazer muito grande ouvir o Giorgio Crobu, um guitarrista italiano, assim uma mistura de Joe Pass, George Benson e Wes Montgomery. Logo dos meus três guitarristas prediletos! Pena que eu e o Giorgio nunca tenhamos tido a oportunidade de fazer algo juntos.
Teve a produção de Andreas Hommelsheim, que me ensinou muito de estúdio e de produção musical e o apoio de FritzStiefenhofer, sem o qual eu não teria conseguido realizar meu primeiro CD.Fritz
Ainda queria citar o Marcelo Bomfim, flautista do Teatro Municipal e grande amigo que morou em Berlim e me deu força para me tornar compositor.
E, last but not least, o
Tibau Lucas, cantor e percussionista ( deve estar morando na França ) sem o qual eu nunca teria largado tudo para me dedicar à música.Tibau Lucas
Plim...Sou violonista, mas me considero em primeira linha um compositor. Parei de tocar ao vivo em 1993, para só continuar compondo. Tenho um carinho especial pela linha melódica e trabalho cantando. Só acredito numa melodia depois de te-la cantado inúmeras vezes...
Tenho uma tendencia forte para o Forma Musical: duas vezes a parte A, depois a parte B ( também chamada de bridge ), depois retornando à parte A. Não todos os temas, claro. Mas eu confesso uma atração muito grande por essa forma. Será sempre para mim a forma mais perfeita de música popular. É coisa de quem gosta de jazz ( sempre guardar uma frase bonita na manga pra entrar bem na improvisação na parte B... :-)

Música é pra mim acima de tudo prazer. ( Pra não usar uma expressão menos “salonável” que costumo usar.
Foi com muita satisfação que o meu primeiro CD “Sounds of Watercolors” em 91 atingiu os charts de jazz norteamericanos... Uma produção pequena que acabou saindo nos EUA e tocou muito nas radios de jazz americanas. Nos EUA o album saiu com o subtítulo "An enchanting blend of traditional and contemporary jazz with a distinctly brazilian feel”, o que a crítica especializada imediatamente endossou. O CD chegou rapidamente a Heavy Rotation nas radios de jazz de todo o país, chegando a top 40 pelo Gavin Report e em primeiro lugar em várias cidades. Ronaldo Folegatti em 1990
  A noite é uma grande escola. Mas não dava só para viver de música instrumental. Acompanhei vários cantores e cantoras de música brasileira em formações pequenas até bandas. Ali você tem que ser safo, como reagir rápido e trocar de tom num piscar de olhos, ou mudar a forma da música, de acordo com a necessidade do "canário". Só que chegou um momento que eu estava cansado. Queria poder me dedicar somente a composição.
O CD Brasileiro de Sergio Mendes, lançado em 92 teve para mim uma grande importancia. O bom gosto dos arranjos, o "Dream Team", o grande som de Moogie Canazio me impressionaram bastante. Foi outra grande aula. E em 93 eu parei com a música ao vivo e montei meu primeiro estúdio em Berlim.